Quando terminamos o ensino médio, saímos pensando no vestibular. Na faculdade. No futuro emprego. Em todas as responsabilidades que iremos assumir e o que nossas ações implicarão no futuro. Mas, quando saí do ensino médio me deparei com dois sentimentos: um foi a falta de vontade de decidir o que eu queria ser e fazer com 18 anos; e o outro foi essa sensação de querer algo mais. Algo além do certinho, do esperado, do normal, do “de sempre”. Queria ir além. E ainda quero.

Para quem, assim como eu, quer se aventurar um pouquinho, que tal o intercâmbio? Antes de escolher o destino se atenha aos preços agregados a eles, os intercâmbios mais baratos são para:

Dublin – Irlanda

Localizada na costa oriental da ilha e conhecida por seus vários festivais: religiosos, musicais, artísticos, feiras de livros, comidas e bebidas. Dublin é cidade natal de várias bandas e escritores, como U2 e Oscar Wilde – autor de o Retrato de Dorian Grey- e foi nela que se originou uma das cervejas mais consumidas do mundo: Guinness. Em Dublin, você poderá conhecer museus que contém a história georgiana e medieval da cidade, apreciar os diversos festivais, se esbaldar nos mercados de pulgas que vendem tudo que podemos imaginar ou frequentar os famosos Pubs Irlandeses.

Custo médio de um intercâmbio de 6 meses (curso de inglês + visto + seguro saúde + acomodação + taxas) : R$ 11.000,00 *

Dublin - Cabide Colorido

Toronto – Canadá

É a capital financeira do Canadá, e tem a maior concentração de sedes de empresas e instituições culturais. É considerada como uma das cidades mais artísticas do país. Toronto é um grande centro turístico, nele você pode conhecer o maior museu do Canadá, o ROM – Royal Ontario Museum – que possui mais de 6 milhões de peças; o Art Gallery Of Ontário inaugurado em 1900 que possui uma das maiores coleções de arte moderna e os diversos shoppings e galerias. Desde 2011, Toronto é palco de protestos contra grandes corporações, lutam contra o capitalismo e a população constantemente vai às ruas protestar.

Custo médio de um intercâmbio de 6 meses(curso de inglês + visto + seguro saúde + acomodação + taxas) : R$ 10.600,00*

Toronto - Cabide Colorido

Auckland – Nova Zelândia

Cidade mais populosa e capital financeira da Nova Zelândia apesar de sua capital ser Wellington. Abundante em empregos e oportunidades educativas, entretanto possui problemas com violência e a falta de um bom transporte público. Apesar de tudo, ocupa a posição 23ª na lista de cidades mais ricas do mundo. Nela se encontra a Sky Tower, edifício mais alto do hemisfério sul, apenas 8 centímetros menor que a Torre Eiffel. E uma das principais atrações da cidade é o Kelly Tarlton´s Underwater World, misto de museu, aquário e mini parque aquático. Kelly Tarlton foi o idealizador, que reuniu peças e criou o museu. Dá pra observar evoluções das acomodações desde o início até hoje. É possível observar as evoluções das acomodações desde o início até hoje.

Custo médio de intercâmbio de 6 meses (curso de inglês + visto + seguro saúde + acomodação + taxas) : R$9.000,00*

Nova Zelândia - Cabide Colorido

E aí, ficaram com vontade de conhecer esses destinos? Super legais né?! Além de claro, terem um precinho mais legal para nossos bolsos.

*Esses valores não têm passagem aérea inclusa, essa varia conforme a data de compra.

– Daniele Affonso

Se a Avenida Paulista é a Times Square brasileira, o Museu do Ipiranga é Versailles! Não tem como não se derreter com aquele jardim verdinho simétrico, a água saltitando pelo chafariz e uma construção monstruosamente bonita.

dfcv

Era uma tarde de domingo fria, em que o sol fez o favor de brilhar, quando fui conhecer o lugar. O museu faz parte do Parque do Ipiranga, onde temos também o lindíssimo Monumento à Independência e uma feira de rua muito gracinha. O lugar é lotado de famílias fazendo piqueniques e crianças correndo de um lado para outro.

sefç

lljojlh

Lá estão expostas obras e objetos dos mais diversos gêneros, cujo possuem algum laço com a história do Brasil e de São Paulo. Foi inaugurado em 07 de setembro de 1895 e, hoje, é um dos museus mais visitados da cidade. O quadro “O Grito do Ipiranga” – que estava no cantinho de sua apostila de história do ensino médio, tenho certeza – foi pintado por Pedro Américo através de uma encomenda feita pela família real portuguesa e está lá exposto. É enorme e foi super legal poder ver ele de pertinho!

sefrserf

Pra chegar até lá é bem fácil! É só saltar na estação de trem do Ipiranga e subir algumas quadras pela Rua dos Patriotas. Não tem como se perder :)

Qual será nosso próximo destino?

Cris

Olivier Teboul, um francês charmosinho que mora em Belo Horizonte a um ano e meio, escreveu 65 observações que percebeu sobre o Brasil em seu blog. É engraçado ler, e também rir, com as mais variadas coisinhas que vivemos e nem nos damos conta de que podem não ser comuns em outras culturas.

Separei algumas sobre as quais eu nunca havia necessariamente refletido. Será que vocês concordam comigo?

frances

– Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.

– Aqui no Brasil, é comum e conhecer alguém, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, tá?”, e nem trocar telefone.

– Aqui no Brasil, não se assuste se estiver convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja.

– Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Ideia simples e genial.

– (…) Comum também é sair de roupas de esportes mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.

– Assim, se ouvi muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos.

– Aqui no Brasil, o brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui, é assim, é Brasil. Tem um sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito dos Estados Unidos. To esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.

– Aqui no Brasil, tem três palavras para mandioca: mandioca, aipim e macaxeira. La na França nem existe mandioca.

rj

Pra ler mais é só visitar o blog dele. Clique aqui!

Fiquei em dúvida no momento de nomear este post… Seria melhor “sobre a distância” ou “sobre a saudade”? Na verdade, eu nem sei definir o sentimento que tenho para poder nomeá-lo. Talvez porque sua nomenclatura ainda não exista ou outro motivo qualquer que o destino resolveu aprontar.

Deixar o ninho, admito, já é um passo grande demais. Morar longe de casa então, ainda maior. Mas, foi minha escolha e a de tantos outros garotos e garotas com quem acabei esbarrando por aqui. Alguns gostam, alguns desgostam e muitos apenas convivem com esta eterna sensação. E preenchemos nossas cabeças com a sentença de que fomos nós quem fizemos esta escolha e um dia será recompensada. Já está sendo na verdade! A lição de vida que aprendemos a cada dia, diante de nossa própria independência, é imensamente encantadora.

alone

Mas, aí chega o problema. A famosa citação de sentir-se sozinho no entorno de uma multidão acontece tão frequentemente que chega a doer lá dentro. O segredo é não parar nenhum minuto que for! Ter planos com os mais diversos amigos, conhecer lugares diferentes, ler um bom livro no parque e caminhar por ruas desconhecidas sem ter um destino certeiro. Aventurar-se! É assim que vai indo, é assim que tem que ser e tudo ficará bem no amanhecer do dia seguinte.

Desdobrado o espaço, faz-se a distância. Não importam metros, quilômetros. É saudade que se conta nas entrelinhas.” Nara Vieira

Texto escrito por Cristiane Sasse.